Alunos ocupam escolas em protesto contra a administração do ensino público por OSs

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Chegou a 21 o número de escolas ocupadas em Goiás contra a medida do governo de Marconi Perillo (PSDB) de transferir a administração do Ensino Pública para Organizações Soaciais. As OSs seriam apenas um modo de desviar a verba da educação, de acordo com a opinião dos militantes.

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As ocupações chegaram a quatro municípios: Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Cidade de Goiás. A intenção do governo é que as entidades sociais comecem a administrar as escolas já no primeiro semestre de 2016. Segundo o governo, além de cuidar da administração e da infraestrutura, as organizações poderão contratar professores e funcionários.

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Para os estudantes, a medida significa a privatização da educação pública. “O estado está simplesmente assinando um atentado de incompetência na gestão da educação. Para nós, é uma entrega das escolas. O estado sucateou e, agora, coloca uma organização privada, que visa ao lucro ou a outro benefício, para gerenciar”, disse o diretor da União Goiana dos Estudantes Secundaristas (Uges) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Gabriel Tatico, à Agência Brasil.

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Nas escolas ocupadas, os estudantes organizam atividades culturais e oficiais esportivas, além de mutirões de limpeza e de pequenas reformas nos prédios. Os secundaristas goianos necessitam de doações, em especial de alimentos, material de limpeza, produtos de higiene pessoal e materiais para confecção de cartazes.

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Do outro lado, a Secretaria de Educação informou à Agência Brasil que respeita a livre manifestação dos estudantes e que está aberta ao diálogo. A instituição reforçou que as escolas continuarão públicas e gratuitas, que não haverá alteração nos direitos dos professores e funcionários e que a medida não visa a privatizar ou terceirizar o ensino público, mas atender às demandas da sociedade com mais agilidade.

FONTE: Rede Brasil Atual Imagens : UBES, Google.

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