Morre soldado da Força Nacional baleado no Complexo da Maré/RIO

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Hélio Andrade

O soldado Hélio Andrade, agente da Força Nacional que foi baleado durante um ataque de criminosos no Rio de Janeiro, morreu na noite dessa quinta-feira (11/8). A informação foi confirmada pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em mensagem publicada no perfil dele no Facebook. O ataque ocorreu na quarta-feira (10/8) depois que três agentes da corporação entraram por engano na favela Vila do João, uma das mais violentas do Complexo de Favelas da Maré, na Zona Norte.

Na mensagem publicada na rede social, Alexandre de Moraes expressou sentimentos aos familiares do soldado e afirmou que será decretado luto oficial.

Hélio Andrade foi baleado na cabeça, foi socorrido e levado para o Hospital Salgado Filho, no Méier, em estado grave. Uma equipe de três neurocirurgiões o operou, durante 4 horas e meia. Segundo os médicos, o soldado perdeu muita massa encefálica.

O capitão Allen Marcos Rodrigues Ferreira, que atua em Cruzeiro do Sul, no Acre, teve ferimentos leves. Ele foi socorrido no Hospital Municipal Evandro Freire e liberado em seguida. O soldado Rafael Pereira, do Piauí, que também estava no veículo, escapou ileso. O Ministério da Justiça informou já ter identificado dois suspeitos dos disparos, mas ninguém foi preso ainda.

Operação
Em resposta ao ataque, a Força Nacional cercou, na manhã de ontem, os acessos das favelas onde o crime ocorreu. Moradores e veículos que circulavam pela região passaram por revista. Carros da corporação, com integrantes fortemente armados, bloqueavam os acessos à Vila do João e à Vila dos Pinheiros. Homens do Exército também foram deslocados para a Favela do Timbau. A operação provocou lentidão na Linha Amarela.

Com uma população de cerca de 130 mil pessoas, o Complexo da Maré reúne 16 comunidades. A Vila do João é um dos principais setores do bairro e identificado como um dos mais violentos. Em março deste ano, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou que a Maré não receberia a Unidade de Polícia Pacificadora que era prevista, por causa da crise financeira do estado.

fonte: CORREIO BRAZILIENSE

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