Presidente da SANEAGO e mais 10 presos pela OP DECANTAÇÃO – VEJA AQUI A LISTA

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O presidente da Saneago, José Taveira Rocha, foi preso, segundo apurou o Correio. Também foi preso o presidente do PSDB no estado e diretor de Expansão da estatal, Afreni Gonçalves Leite. A PF cumpre mandados na sede do PSDB. Taveira é ligado ao grupo mais próximo ao governador do estado, Marconi Perillo (PSDB). Mas não há informações sobre o eventual envolvimento de Perillo no caso.

A Polícia Federal disponibilizou 300 agentes e delegados nas ruas do país nesta quarta-feira (24/8) para cumprir mandados judiciais relacionados a desvios na empresa estatal de saneamento de Goiás (Saneago), sob suspeita de desvios de R$ 4,5 milhões em favor do pagamento de dívidas de políticos. A Operação Decantação ainda evitou um prejuízo maior, de quase R$ 7 milhões. Desvios de dinheiro do PAC e de financiamentos do BNDES e Caixa estavam ligados a doações eleitorais, de acordo com a polícia. Ao todo, são 11 ordens de prisão preventiva, quatro de prisão temporária (por cinco dias), 21 de condução coercitiva e 67 de busca e apreensão. As ações acontecem na sede de empresas envolvidas e de um partido político ainda não revelado, além de residências e outros endereços relacionados aos investigados.

Os mandados são cumpridos em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Formosa (GO), Itumbiara (GO), São Paulo e Florianópolis. A Jsutiça determinou o afastamento da função pública de oito servidores e a proibição de comunicação entre nove envolvidos.

Segundo a polícia, dirigentes e colaboradores da empresa Saneamento de Goiás S/A (Saneago) faziam licitações fraudulentas mediante a contratação de uma empresa de consultoria envolvida no esquema criminoso. Dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de empréstimos obtidos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e na Caixa Econômica Federal “foram desviados para pagamento de propinas e dívidas de campanhas políticas”. “Outra forma de atuação da organização criminosa consistia no favorecimento pela consultoria contratada pela Saneago a empresas que participavam do conluio e que eram responsáveis, posteriormente, por doações eleitorais.”

Os crimes investigados são de desvio de dinheiro (peculato), corrupção ativa e passiva, organização criminosa e fraudes em processos licitatórios. O nome Decantação é referência a um processo de tratamento de água, em que ocorre a separação da sujeira.

José Taveira já foi presidente do instituto de previdência do estado (Ipasgo) e secretário de Fazenda. Na última nomeação, para a presidência da Saneago, foi indicado por ser do grupo mais alinhado ao Palácio das Esmeraldas. Funcionário aposentado do antigo Banco do Estado de Goiás (BEG), ele foi responsável por liquidar a Caixa de Goiás (Caixego), no primeiro governo de Perillo, em 1999. A reportagem procurou o PSDB Nacional e a assessoria de Perillo e da Sanego, mas não obteve esclarecimentos até o momento.

OP decantacao

Organizações sociais
Segundo gráfico que detalha o funcionamento do esquema, a PF entende que o presidente da Saneago e a diretoria da estatal estavam envolvidas em “maquiagem” para obter financiamentos bancária, no pagamento de dívidas de campanha e de despesas de uma organização social do setor de saúde.

Empresas eram favorecidas em concorrências pela comissão de licitação. Os pagamentos para elas tinham “direcionamento” da cúpula da Saneago. Um “conluio” entre esses fornecedores resultava ainda em doação eleitoral a um diretor da própria estatal, ainda de acordo com uma espécie de mapa do esquema feito pela Polícia Federal.

Luziânia e Goiânia
Segundo a antiga Controladoria Geral da União (CGU), hoje Ministério da Transparência, as licitações fraudulentas envolviam sistema de abastecimento de Luziânia (GO), no Entorno de Brasília. O objetivo do contrato era fornecer uma estação elevatória de água no Sistema Produtor de Corumbá IV. “Desdobramentos do trabalho acabaram por identificar também irregularidades em certames e contratos para a ampliação do sistema de esgotamento de Goiânia (sistema Meia Ponte)”, explica nota da antiga CGU, que auxiliou nas apurações da Polícia Federal e do Ministério Público.

O contrato de repasse das obras do sistema Corumbá IV “envolve recursos de R$ 117,3 milhões. “Em fiscalização do Ministério da Transparência, houve a identificação de direcionamento de licitação, alteração de quantitativos sem justificativa e inclusão de equipamentos de alto valor, bem como o aditamento a maior pelo primeiro reajustamento de preços”, informa a ex-CGU. “As irregularidades geraram prejuízo efetivo de mais de R$ 1 milhão e prejuízo potencial de R$ 6 milhões, de montante fiscalizado de cerca de R$ 45 milhões.”

O caso do sistema Meia Ponte envolveu R$ 67,4 milhões em contratos. A ex-CGU observou falhas na elaboração de serviços de transporte e descarga de materiais, de formas compensadas para moldar concreto armado, de serviços de escavação e carga de material de jazida. Também havia lentidão nas obras, segundo o Ministério da Transparência. Foram pagos R$ 16,7 milhões até agora e a ex-CGU encontrou “prejuízo efetivo” de R$ 3,4 milhões. Outros R$ 30 milhões aproximadamente em obras ainda não pagas foram fiscalizados. Para os auditores da ex-CGU, o prejuízo potencial nesse caso seria de R$ 1,7 milhão.

Lista de mandados judiciais

José Taveira Rocha, presidente da Sanegao – prisão temporária e busca e apreensão
Afreni Gonçalves Leite, presidente do PSDB e diretor da Sanegado – prisão temporária e buscas
Emmanuel Domingos Peixoto – prisão preventiva e buscas
Luiz Humberto Gonçalves – prisão preventiva e buscas
Frederico Navarrete Lavers – prisão preventiva e buscas
Rafael Santa Ferreira Sá – prisão preventiva e buscas
José Raimundo Alves Gontijo – prisão preventiva e buscas
José Vicente da Silva – prisão preventiva e buscas
Gilberto Richard de Oliveira – prisão preventiva e buscas
Robson Borges Salazar – prisão temporária e buscas
Ridávia Matos Azevedo – prisão preventiva e buscas
Charles Umberto de Oliveira – prisão preventiva e buscas
Nilvane Tomás Sousa Costa – prisão temporária e buscas
Carlos Eduardo Pereira da Costa – prisão preventiva e buscas

fonte – CORREIO BRAZILIENSE

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